5 de dez de 2010

Sem sentido

Neste segundo, milhões estão se falando, enquanto por aqui sigo calada, apenas esperando... Mais um dia a mais ou mais um dia a menos? Difícil saber, na verdade, há muito tempo não consigo distinguir o certo do errado, o bom do ruim apenas ignora os fatos e continuo a seguir...

O tempo passa, mas para mim parece parar, onde estou não posso ficar, as coisas que enxergo simplesmente não posso concordar, mas também não posso consertar. Então eu deveria aceitar?
De uns tempos pra cá minha vida virou de cabeça pra baixo, não que isso seja exatamente ruim, foi assim que descobri o que realmente era seguro e o que estava prestes a cair. Caiu.
E infelizmente quebrou. Doeu.

Mas olhe pra mim, ainda estou inteira, não completamente, mas o suficiente para escrever sobre isso ou qualquer coisa que eu tenha deixado para trás, inclusive aquilo, inclusive aqueles...
Nem sei mais se é questão de necessidade, comodismo ou afeto. Não sei mais se os tantos são válidos ou se vale a pena abrir mão de poucos. Confesso que não sei, é errado não saber tudo?

Sem valor, só quero ir embora, esquecer os meus devaneios e deixar de acreditar no que poderia ter sido, quero afastar esse vontade, ainda que mínima de ficar mais um pouco por aqui.

Um dia você cansa de ser o ombro amigo de todos, de fazer todos rirem, cansa de dar conselho e de enxugar as lágrimas, de descontrai os momentos de tensão... Um dia você acorda e percebe que palhaço faz todos rirem, mas quem o alegra? Um sorriso em sua direção é um presente, mas quem vai receber o teu? Quem vai ser seu ombro amigo quando você precisar?

E senti como se morresse e esperança...

E quando tudo parece estar perdido alguma coisa se mexe, minimamente milimétrica, e você quase não percebe, mas você sente a esperança novamente...

As nuvens negras se aproximam e a tempestade parece ser certa. Mas a tempestade só é ruim quando ela destrói sempre as mesmas coisas. Hoje digo que construí minha morada na rocha, e o que ela destruiu antes me fez aprender a construir o que ela não consegue destruir mais. Isso não mudou o mau tempo, porque não podemos impedir as tempestades. Mas hoje posso ver os destroços da minha janela sem que ela destrua tudo que tenho novamente. E quando o sol nascer, apenas algumas telhas estarão fora do lugar e haverá apenas meu jardim para replantar.

Mas foi (...)
Assim é (...)
Mas nos deixamos (...)
Todos que não vi mais (...)
E se foram um a um (...)
Em forma de saudade (...)
Me despediria (...)

18 de set de 2010

Medo

Tinha esquecido o quanto é ruim ficar sozinha, ficar mergulhada em pensamentos...

Não importa, por mais que eu tente entender, por mais que eu encontre novos caminhos, será sempre difícil ver uma pessoa sair da minha vida, alguém em quem confiei tanto. A situação nunca fica a mesma, você sempre acaba se distanciando, você tenta, muda alguns caminhos, reinventa, cria novos planos, mais no final tudo sempre acaba do mesmo jeito, sinto esse vazio, e não consigo entender porque, porque logo comigo, de novo...
Não consigo me desapegar das coisas, confesso, já tentei fazer isso várias vezes, mas é impossível, eu sempre acabo esperando mais do que as pessoas podem me dar.
Sei lá, acho que posso até me considerar um pouco egoísta, não consigo ver uma pessoa me abandonando, alguém que já disse “Eu te amo”, “Eu preciso de você”, e depois ver que não sou mais necessária.
Dizem que você deve apenas continuar o seu caminho, que a vida e assim, as pessoas sempre vão embora.
Ah... Como eu queria que fosse mais fácil...

Porque eu não consigo andar, e como se eu estivesse com os pés pregados... Por que eu quero ficar presa na mesma história? Esse coração grande me diz pra não continuar, mas a cabeça me diz: Não seja estúpida, tenha capacidade e siga sua vida, a novos horizontes a sua espera... Não se iluda...
Às vezes, as pessoas acham que eu sou perfeita, que não tenho as minhas desconfianças, com um coração machucado, uma insegurança e um medo sem fim...
Mas, se enganam, tenho medo, medo de tantas coisas...
Tenho medo de não conseguir o que quero, e acordar um dia frustrada com a vida que tenho.

Medo de não ter uma vida estável...
Medo de não ser verdadeiramente feliz...
Medo de não amar, mas principalmente, medo de não ser amada de verdade.

Só sei que acordo todos os dias pedindo que hoje seja melhor que ontem, e que essa dor vá embora, porque eu não aguento mais, porque eu já não posso mais continuar assim.
Será que vou começar a ter medo de amor? Não, não quero isso, podem me tirar tudo, mas não a minha capacidade de amar alguém, preciso disso, preciso acreditar que nem todos vão me fazer sofrer, que algum dia vou olhar pra trás e rir de todas as quedas que levei.
É só ver no meu olhar, lágrimas rolam, e eu nem sei o que eu sinto mais, quero aproveitar, preciso de um ar novo, viajar, sei lá, algo assim, esquecer um pouco do mundo, esquecer de tudo, e ser feliz, e que me façam feliz...
Eu só quero uma chance, de alguns instantes, quero mais amor, por favor!




“Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber se deve esperar ou esquecer é a pior das dores. (Caio F.)”


7 de jul de 2010

Quem sou Eu...

Em uma daquelas guerras internas onde não você consegue decifrar o que está acontecendo precisei entender o real sentido de "andar com seus próprios pés". É difícil, mas as circunstancias acabam levando pra longe de nós quem a gente mais precisa ter perto, ou quem agente pensa precisar. Essa distancia pode durar uma semana, um ano, ou até dez anos e na pior das hipóteses pode durar uma eternidade. E foi assim que aprendi a lidar com a falta, da pior forma, talvez não tenha sido a mais agradável, mas foi útil, digamos que até essencial.
Não seria hipócrita ao ponto de dizer que fui forte, não fui, eu desmoronei como um prédio em chamas, eu achei que ali estavam destroços de alguém que não conseguiria mais se reconstruir, eu quis não mais acordar e, por vários momentos, imaginei que o mundo seria melhor sem mim, egoísmo de minha parte achar que o mundo dependia de minha morte, na verdade, tanto faz como tanto fez, surgiram as paranóias e as loucuras, dependências, vícios, manias, o descuido. Descuidei de mim mesma e das coisas que se encontravam ao meu redor, talvez um disco, um brinco, um pouco de cabelo no chão, um livro, um coração, uma lágrima ou talvez um pedaço de papel, eu devo ter perdido muitas dessas coisas enquanto me lamentei da injustiça do destino, tive que me recompor, pegar o que sobrou de minhas tralhas e seguir minha rotina, fingindo que não passou de um sonho ruim, precisei estampar o sorriso no rosto, reaprender a brincar, aprender a não sentir saudades; e se sentisse, tive que contentá-la com as lembranças.

E então...

O tempo foi passando e surgiu o costume de fingir que essa parte da minha vida não existiu, conheci outras pessoas, lugares novos, obtive conhecimentos, musicas, livros, flores. Conheci um universo oposto, não pior, nem melhor, apenas diferente do que eu imaginava conhecer, me assustou, intrigou, surpreendeu, precisei reaprender a agir com os humanos e, apesar de sempre ter várias pessoas a minha volta, me vi sem ninguém que pudesse me dar à mão e falar 'não sei se vai dar certo, mas vou com você', então precisei dar a mão a mim mesma, me apoiar nos meus próprios ombros e rir das minhas próprias bobeiras. Depois da tempestade, chegou à calmaria, e então, não sei se fiz certo ao me entregar de corpo e alma a alguém, mas eu sei que independente de certo ou errado, valeu a pena, chorei e sofri como em tudo que acontece de melhor, mas os sorrisos, os momentos, estes estarão comigo sempre, igual aqueles que eu jurei não mais recordar com medo de sofrer, aqueles em que, por alguma coisa boba, por um grão de areia boiando no mar, por uma caminhada de 2 horas até um lugar chato, por algumas risadas dadas bem na hora em que algo triste foi dito, por qualquer coisa, por isso tudo eu hoje estou aqui.
E se não existissem as dores, as mágoas, as raivas, os choros, as derrotas, as depressões, as ironias do destino, os tombos sobre cacos, as pancadas na cabeça...
Ah sem isso...
Sem isso, talvez eu ainda estivesse lá, esperando o mundo girar a minha volta, descrente comigo, descrente com os outros, descrente com a vida
E se hoje algum perguntasse o que resumiria tudo, eu diria com toda certeza que seria...

E se...

E se eu tivesse me entregado...
E se eu deixasse a saudade... A dor... O amor... As dores... O remorso... A angustia, tomar conta de mim...
E se eu não tivesse sido forte...

E se...

“E se” não e certeza, eu tenho certeza do que eu tenho hoje eu só acredito no que eu conquistei até hoje, e nada dessas bobagens de não sentir, de não amar novamente, de não chorar mais, de não brincar mais, de não pagar mais micos.

Nenhuma demonstração vai economizar meu tempo, nenhuma economia boba vai trazer minha felicidade, tenho que esbanjar... Preciso de algumas roupas novas, de um truque melhor, de um novo penteado, de brincos mais bonitos, de outros amigos, conhecer novos lugares, ter mais força, mais coragem, mais auto-estima, mais ânimo, mais acessórios, mais livros, mais bugigangas.
Eu simplesmente preciso somar vantagens e não minimizá-las.
E agora...
O tal “E se...” não importa mais. Porque eu não vou mais sofrer e nem deixar de sofrer.
Quero um pouco mais de gosto por mim, acompanhar a arte, as tendências, a mídia, as criticas, as noticias, os clichês, a busca por uma personalidade própria, as invenções de outros universos pessoais. Quem sabe até, acompanhar um pouco mais sobre culinária, decoração de interiores, mecânica, fotografia, literatura, história, formulas, amigos imaginários, religião, política, esportes; quero vestir verde limão em um dia e odiar essa cor no dia seguinte...
Quero chorar de vez em quando e sorrir do meu próprio choro.
Quero parar de querer as coisas.
Quero ser mais livre.
Quero um “Eu” melhor.
E sei que posso, sei que tenho tempo pra ser assim, mesmo não tendo tempo pra mais nada, e é assim que vai ser, longe das limitações de um mundo imaginário, e nunca impedir que os horizontes desse mundo se abram para que a minha fantasia se torne a melhor.
Seja como for, não vou ficar nem longe, nem perto, tudo depende de tal 'equilíbrio emocional'.

ou não...
...Seja como for, mas seja...
Não vou mais olhar pra trás...




14 de jun de 2010

Abonança

E no final das contas agente percebe que tudo não passou de uma fase ruim, uma simples noite de insônia e que agora o sol já vem surgindo e todas aquelas palavras incompreendidas já falam por si só, e não precisam de uma interpretação correta... Agora sim, tudo esta voltando ao normal...

Fim de jogo...

Hora de levantar...

Como diz a música “é uma noite longa pra uma vida curta”, e eu quero te ajudar, só assim poderei me ajudar, porque eu sei que só juntos poderemos juntar os cacos que ficaram no meio do caminho e nos refazer, eu sei, e você sabe também que sozinhos não chegaremos a lugar algum... Não é pra isso que servem os amigos?
“quando ta escuro e ninguém te ouve”, olha para as estrelas, através delas eu vou te abraçar, te acalmar e te ajudar a pegar no sono..

“to te esperando, vê se não vai demorar”...

28 de mai de 2010

Insônia

E ao olhar para traz me vejo chorar... Novamente...

Podia estar mais feliz se tivesse feito as escolhas certas...
Mas... O tempo passa é passa tão rapidamente que mal tenho tempo de saborear os poucos bons momentos...
E por tantas vezes sinto que o mundo, ou pelo menos este meu mundo, ou melhor, sinto que a vida, ou pelo menos esta minha vida, não tem qualquer sentido, qualquer significado.

Será que estou feliz?

...Claro que não estou feliz. Se estivesse feliz não escreveria estas coisas, nem ousaria ter pensamentos como estes.
Às vezes penso como seria bom poder voltar e revirar o passado, reescrever algumas linhas que com certeza alterariam o meu presente, mas infelizmente isso não depende apenas de mim...

Me sinto fraca...
Não tenho forças para lutar...

As poucas forças que tinha ficaram presas numa outra batalha que nem sequer me pertencia, e que mesmo assim fui, por força de ventos imprevisíveis, arrastada.

Queria chorar, e ira até o fundo do poço, queria sofrer, queria me sentir inútil, queria esquecer o mundo lá fora, e queria pensar só em mim, e em alguns momentos queria apenas afogar as minhas mágoas nas minhas tristes lágrimas, e não pensar em mais nada.
Mas, nem sequer tive tempo de limpar as primeiras lágrimas. Tive que me fazer de forte e esquecer que também estava mal, porque alguém precisava da minha força para sorrir e esquecer a tristeza. Não tive tempo para ir ao fundo do poço e dar a volta por cima. Fiquei pendurada numa linha intermédia em que permaneço.

Estou cansada...

... Cansada de acreditar, de sonhar... Cansada de não conseguir gritar, de desabafar, de não me aceitar, de ter medo... Cansada de não conseguir sorrir, de esperar sem saber o que, de tudo tão igual ao anterior... Quero chorar e não consigo, quero ser forte, acreditar no amanhã, sonhar, sorrir, ser aquela que outrora encarava a vida de frente quando viveu a sua pior fase de “sempre”...

Simplesmente... Já não sei o que quero...

Mas isto passa, há de passar... Sempre passa...

E então...
Uma noite sonhei...
Sonhei que estava feliz...
Sonhei que os meus sonhos tinham sido realizados...
Mas, quando acordei, uma lágrima acordou comigo, porque o sonho não era real. Talvez se ficasse presa a esse sono, a um sono profundo e eterno, conseguisse sorrir e ser feliz…




21 de mai de 2010

A dor...

“...Assim como a dor que fere o peito isso vai passar também...”

Sempre criei expectativas em relação à vida: pessoas, momentos, futuro e principalmente sonhos de uma vida que nunca existiu... E hoje em meio a tantos planos desfeitos me perdi...
Não há paz, só existe uma tristeza imensa, uma dor infinita, sem fim, que nunca vai embora, e agora tudo esta escuto, tudo esta sem brilho... Não vejo mais sentindo, e no meio de toda essa escuridão não consigo encontrar o caminho de volta...
Dizem que a dor faz parte da vida, até concordo com isso, o que esqueceram de relatar e o que a dor pode fazer com uma vida, ou pior que ela pode se alojar por tempo indeterminado, sem se dar conta de como ela é visita indesejável e hostil. Mas há de se aprender com cada processo dolorido e arrastado o que os dias nos reservam...

Será?
É se ela não for embora?
Alguém tem uma solução para isso?

Eu sei o que todos iram dizer, sempre as mesmas frases clichês: “Olhe a sua volta, a vida e tão maravilhosa”, “Você tem tudo para ser feliz”, “Amigos”, “Família”... e blá...blá.. blá...
Mas... O que realmente é FELICIDADE?

E ter?
E conquistar?
E buscar?
E trilhar?
E lutar?
E consumir?
E sonhar?
E amar?

A cada dia vejo que não nasci pra isso tudo, não me encaixo em nenhum lado da moeda...

“Ah vai! Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém... Afim de te acompanhar”

Não consigo me entender... Palavras que me magoaram repassam em minha mente, sinto um rancor enorme... Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro...
Preciso procurar um buraco bem fundo, onde ninguém me encontre, onde esteja escuro e frio. Qualquer lugar é melhor que este, onde pessoas não se entendem, não me entendem... Só julgam.
Não preciso ser julgada, muito menos entendida, só preciso de paz, só preciso que essa dor cesse...
Como um coração partido que ainda bate na dor... Não Chorei... Não sorri... Será que ainda existe cura?

Você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar. (Caio F.)

10 de abr de 2010

Confissões

...Por que isto tudo é tão confuso, complicado... Porque é que tudo isto me deixa zangada...

As pessoas dizem “coisas” o tempo todo, e por vezes não percebemos o que eles realmente querem dizer, não percebemos o real sentido daquelas “coisas”.
Dizem que essa música é suave. Dizem que meu sono é complexo. Dizem que o meu cabelo fica bem quando está longo e escuro, já outros preferem ele claro e curto, e existem até aqueles que dizem que preferem ele quando está molhado. Quando me olham, dizem que sou pequena. Quando me conhecem, dizem coisas agradáveis e nem sempre verdadeiras. Até que acaba.

E então a verdade aparece...

Dizem que essa música é linda. E me pedem um sorriso. Quando me beijam, passam à mão nos meus seios. Quando a noite está acabando, pedem para eu ficar. E no outro dia me ligam.

Dizem que querem me ver.

Digo que escrevo, e então me perguntam o que escrevo, digo que falo sobre o tempo, a ausência, a perda, digo que escrevo sobre a vida, a minha vida.
Então me respondem que meus textos sempre empolgam ou assustam, ou ambas as coisas, ou nada.
Alguns chegam até a mim por eles, outros nem ligam se escrevo ou não, outros tentam vasculhar minha vida através dos meus textos e é claro, há os que me geram palavras.
Os que não me geram palavras costumam dizer “fique só comigo”. Os que realmente interessam ou me aceitam como sou ou se afastam, ou eu me transformo, de alguma forma que eu não saberia explicar.
Não sei o que acontece, mas pensei agora, não costumam se afastar não.
Eu é que estou sempre fugindo, e de repente mergulho. Por um olhar, um gesto, um detalhe. Eu mergulho por uma pequena intensidade, a intensidade é compacta, grandes gestos não costumam dizer muito. Prefiro ser abraçada o tempo todo a ouvir “Eu Te Amo”.

Odeio frases, engraçado, não?

“Eu te amo, Te adoro, você é linda, vamos sair, o que você acha?”

Em geral as perguntas me desagradam. Prefiro que Diga:

– “estou passando aí agora”. E darei uma desculpa, caso não goste de você, ou terei um grande prazer, e até quem sabe poderei sentir, através das suas medidas, pele nova para carne macia. Mastigarei nossas diferenças todas uma a uma, me envolvendo, com suas manias e modo de ser, e tudo de repente ficará no seu devido lugar, pelo menos naquele momento.

Seja meu texto, querido.

Eu te escolho...
Eu me entrego...
Estou sentindo...
Muito cedo para ser...
Mas...
Sim...
Por enquanto é quase...
Tuda sua...

Agora, nesse momento pelo menos...
Menos expectativas e mais café...
Não espere muito... Sou quase sua...

Vivo a me infiltrar em poros alheios. Você lê em hebraico. Eu leio no ônibus. Dizem que dá dor de cabeça, ler no ônibus. Dizem que estou em outro mundo, e você? Está nesse… Então e nesse que eu quero ficar...
Dizem que eu preciso aprender a controlar os impulsos. A não sair me entregando como se baila ao vento. Mas, às vezes, eu não faço isso. Só quero estar em casa, com você em mim.

O contraste.

Dizem que eu beijo demais. Escrevo demais. Sou dramática demais. E se você me gera palavra eu abraço essa música. E fico acordada a noite inteira se for preciso… apenas esperando você me ligar.


Tudo liquidificado... Tudo finalizado... Tudo liquidado. Na minha cabeça.