sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Chegou ao Fim...


A vida se altera, o tempo passa, as idéias se reformulam...

Há dois anos eu era uma pessoa completamente diferente. Às vezes penso que sou a mesma de sempre, mas no fundo sei que isso não é verdade. Apesar da mesma cara de sempre, a mesma da adolescência, da infância, aquela que sempre me irrita por ser tão sempre a mesma, sem alterações distinguível e sempre tão sonsa, sei que meu interior se alterou um bocado após o início dos tempos da faculdade.

Ah... A faculdade...
E estranho ter acabado a faculdade. E como se rodasse uma fita, o primeiro momento, o medo do inesperado (ahhh, primeiro ano! Amigos, todo mundo gosta de todo mundo, todo mundo é legal e parece que vai durar pra sempre! Até que aparece o primeiro Projeto Integrado e você começa a entender a realidade). Algumas amizades só duram um semestre e outras duram e ficam do seu lado durante todo o percurso, e os barzinhos que costumavam ser a alegria da semana, aos poucos começam a perder a graça, e por vezes você esquece q ele esta ali, tentando tirar todos os problemas da sua cabeça, pelo menos, por algumas horas.
Não sei bem o que esses 2 anos fez comigo, o que alterou em minha essência. Não poderia afirmar com certeza, mas a mudança foi positiva e negativa, isso, sim, é fato.

O que ganhei de bom? Bem... O quê? Pergunta difícil...
Talvez amadurecimento, conhecimento (mais em relação a experiências humanas, do que em aprendizado acadêmico), força, razão (se é que isso é bom).

O que foi tirado de mim? O que me fez mal? O que não pode ser reposto?
Ah... Isso eu sei bem!
Sei que boa parte do sonho se extinguiu da ilusão, da esperança. Sei bem que aquelas amizades de antigamente se foram para sempre (pelo menos, boa parte delas). Pessoas que me faziam tão bem já não estão mais ao meu lado, já não se importam mais. E o pior, não posso culpá-las por nada disso, pois sei que tive, também, uma boa parcela de culpa. Sei que, muitas, muitas, muitas vezes agi como se não me importasse, também. Não mostrei o quanto me importava com elas, "não tinha tempo" para dar aquela certa atenção que todos queremos, nem em forma de palavras, nem em visitas amigáveis. É terrível a sensação de saber que provoquei esse esquecimento, esse desdém, essa repugnância, essa raiva...

A faculdade foi minha prioridade durante esses dois anos (quase). Talvez por isso eu tenha dado tanta importância a ela, ao sonho milagrosamente realizado, não que eu não pudesse fazer, mais sim, por não querer fazer, não saber o que fazer, não saber por onde, nem como começar, e olha só onde estou agora.
Então será que posso considerar que as perdas foram boas?!?


E agora? Na hora do balanço, o que posso concluir? Valeu a pena? Está valendo a pena?
Como Valeu, e como esta valendo a pena, cada segundo, minuto, horas, dias e meses, tudo único, tudo inesquecível...

Tudo na vida tem começo, meio e fim, e agora chegou o fim de um ciclo muito produtivo para em breve iniciarmos outro em nossa vida.

O que tem que ser, será. Para que pensar tanto e me remoer?
Dane-se, já não me importo mais (ou, pelo menos, me esforço para não me importar...).
Confesso que já estou com saudades de tudo que vive, aprendi muito com todos. De formas deferentes cada pessoa conseguiu transmitir suas experiências, algumas transmitiram em palavras, outros em mensagens escritas, outros em suas atitudes e até mesmo em silêncio o importante é que de algumas formas conseguimos nos comunicar e nos entender.
Só tenho a agradecer por tudo que passei as amizades que ganhei por tudo que ainda há de vim... Deixamos que a vida se encarregue de conduzir cada um no seu devido caminho...
Hoje eu vejo que tem coisas que ficam. Pessoas que ficam. Então que ótimo que a faculdade acabou! Coisas novas e empolgantes mal podem me esperar!

E lembre-se o Destino une e separa as Pessoas, mas nenhuma Força é capaz de nos fazer esquecer de alguém que nos fez feliz por um momento.


Aline Lopes

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Recordações


Às vezes me pego olhando para o horizonte, e nada vejo, sem ter nada para sentir, sem nada em que sonhar apenas olho e vejo o reflexo de mim mesma no espelho, e o horizonte cheio de nada a minha frente, cheio de tudo...
Hoje meu dia e só saudade, saudade de um tempo que já se foi e apenas no passado ficara ou pelo menos assim deveria ser, mas não e bem assim que as coisas acontecem, ele se faz presente todos os dia, quando o que eu mais quero e apagar de minha mente tudo que um dia foi jurado, prometido e não comprido.
Hoje os momentos passados se tornam mais presentes, as confidencias trocadas, os sorrisos que pareciam trazer aquela felicidade eterna, os olhares que dizem mais que palavras. Mais tudo em vão, por que se fosse real, se fosse verdadeiro, então deveria estar presente, não apenas em pensamentos, mais presente em corpo e alma, e se assim não pode ser, de outro jeito não deveria acontecer.
Gestos trocados com ternura, algo único que jamais se esquece. Tudo ficou num passado que agora parece tão distante, mas não é assim tão distante. A nossa mente é que vive intensamente cada segundo como se fosse o último. Agora recordo com saudades de você que foi embora quando eu mais precisei.
Apenas deixei o rastro de sentimentos, pegadas que formavam um caminho, um caminho com medo de escrever sobre algo, alguém... Ou apenas de ti!
E a vida se resume a isso, uma mensagem, uma ideia, sobre algo, alguém que nos marcou e nos marcará para sempre. Alguém que entra em nossas vidas, sem nos darmos conta, e logo se instala, se acomoda, e não se pode mais voltar. E quando percebemos a única coisa que queremos e que aquele momento dure, se eternize, não apenas em pensamentos, mais que seja eterno, e que aquela felicidade seja simplesmente o motivo de todos os sorrisos, seja a razão de uma vida.
E o que começou com um gesto de ternura se vai com a firmeza de um olhar.
E hoje esta longe de mim, mas perto do meu coração e assim permanecerá alguém que jamais esquecerei alguém que fez a minha vida se iluminar, fazendo dela um sorriso eterno!




“Ser amigo não se explica, simplesmente existe.
Deixo aqui à dor, a saudade, a tristeza aos:
Amigos que perdi.

Deixo também, a alegria, o prazer aos:
Amigos que hoje fazem parte da minha vida.”




Aline Lopes

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Tempestade de sentimentos

Que saudades do meu cantinho, de trocar palavras tortas e sonhos que foram desfeitos, ando com o tempo tão escasso, provas da faculdade, PIM, ENADE, ENEM, Concurso Público. Mais sabe, mesmo sem tempo algum, com a cabeça de problemas eu to FELIZ, aproveitando os pequenos e simples momentos, espero que continue assim.
Mais uma vez quero me desculpar com todos que sempre estão por aqui, as pessoas que me indicam para selinhos e nunca tenho tempo de fazer um post decente agradecendo, realmente queria ter um tempo pra fazer isso, mais hoje tempo e uma coisa que eu não tenho.
Ultimamente ando sem inspiração, tento escrever mais nunca sai nada que se aproveite, ou pelo menos no momento não sinto vontade de postar, em meio a alguns textos perdido encontrei esse de algum tempo atrás. O meu estado de espírito mudou um pouco, mais vale a pena ler, talvez alguém se identifique com ele. Espero que gostem.






Sinto a brisa forte soprar, sinal que a forte tempestade se aproxima, a dor vem de mancinho como se nada fosse fazer mais ela maltrate, ela castiga, aos poucos vem mostrando que veio pra derrubar todas as colunas que foram construídas durante todo o percurso...
A dor da decepção, que insiste em ferir meu peito, não se cansa nem com o passar longo dos ponteiros.
Palavras repetidas, de pessoas repetidas, de uma história sem conclusão, que ainda tem efeito sobre minha falha emoção.
Como o sentimento e traiçoeiro, quando você menos espera vem a rasteira que te jogo para o chão, e nesse momento levantar e começar tudo de novo começa a ser desgastante, vontade de se entregar ao fundo do poço e jogar as molas foras, quem sabe assim a dor da queda seja amenizada, quem sabe os fantasmas parem de surgir, parem de me atormentar, uma noite calma e serena e tudo que preciso.
Confesso tentar, todos os dias, costurar os retalhos dos meus sentimentos. Muitas partes foram perdidas, e nem sei se quero mais encontrá-las.
Esquecer que sempre no final a perfuração será fatal e deixará muitas cicatrizes, algumas jamais irão se curar.
Palavras que, há tempos atrás, não se escondiam nem no mais escuro pesadelo, mas que hoje, vivem mais visível realidade da minha vida.
Mas um dia, meus olhos se fecharam para sempre e toda dor vai passar. Ainda bem.
Quero apagar o passado, as velhas cartas, as falsas promessas, as antigas ilusões. Quero construir um castelo novo, com pedras firmes e fortes, que me leve aos céus, que me trague paz.
Às vezes olhar para o sol pode arruinar todos os sonhos, mas a alma se fortalece na dificuldade. E entre mistos de metáforas e palavras soltas, caminhamos nessa curta vida.

... Se és tão perfeito o amor, por que me faz querer a morte?...


Aline Lopes

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Oportunidades

Benjamin Franklin disse:
"Nunca deixe para amanhã o que você pode fazer hoje".


É engraçado como e fácil entender o significado dessa frase, e ao mesmo tempo é tão difícil seguir o que ela nos empõe.
Muitas vezes, sabemos e seguimos essa frase ao pé da letra, e outras simplesmente ignoramos e depois ainda temos a coragem de dizer que tudo aconteceu tão rápido, foi tudo tão inesperado que não tive como reagir. Sabemos que na verdade não foi assim, sempre temos a chance de fazer diferente e de mudar e não fazemos nada. Triste isso, não é mesmo?
Eu não tenho idéia porque a gente fica adiando as coisas, mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo.
Medo do fracasso.
Medo da dor.
Medo da rejeição.
Medo de sofrer.
Medo do desconhecido.
Medo de assumir o que queremos e somos
E se assim posso dizer, MEDO DE SER FELIZ.

Às vezes temos medo de tomar uma decisão e no final dar tudo errado, e de repente se deparar com o inesperado.
E se algo que não se pode ser desfeito acontecer?
Seja lá do que a gente tem medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, iremos nos arrepender e aquela dor do que poderia ter sido vai martelar, vai pulsar até você não mais agüentar.
Acaba parecendo que a gente está carregando uma cruz tremenda.
E, não, eu não estou falando metaforicamente.
"Deus ajuda a quem cedo madruga";
"É melhor prevenir do que remediar".
"Bobeou, dançou".

Não podemos fingir que nunca escutamos essas. Todos nós já ouvimos os provérbios, os filósofos, nossos pais, amigos, irmãos, tias, tios, avós sempre frisando para não perdermos tempo com coisas bobas e fúteis, que a vida passa rápido, que devemos aproveitar cada dia como se fosse o último, como aqueles poetas chatos dizendo para "aproveitar o dia".
Ainda assim, às vezes temos que pagar para ver, esquecer dos princípios básicos e darmos a cara a tapa.
Temos que cometer nossos próprios erros. Aprender nossas próprias lições. Varrer as possibilidades do hoje, do amanhã pra baixo do tapete até não podermos mais.
Até, quem sabe um dia, entender o que Benjamin Franklin quis dizer.
Que o saber é melhor que o ponderar, que o despertar é melhor que o sonhar. E que mesmo a maior falha, mesmo o pior erro possível, é melhor do que nunca tentar nada.
Então que tal começarmos a viver de verdade, ir em busca do queremos, passar por cima dos nossos medos e angustia, gritar, pular, cantar, fazer o que der na telha, só assim seremos plenamente felizes.
Se o “FELIZES PARA SEMPRE” realmente existe e atrás dele que eu vou correr.



Aline Lopes

sábado, 12 de setembro de 2009

Decisões

Gostaria de pedir desculpa a todos que sempre estão por aqui pela minha constante ausência, tenho tido alguns contra tempos, sinto que estou sendo consumida aos poucos pela necessidade constante de buscar coisas novas, não que isso seja ruim, pelo contrario, mais tentarei relaxar um pouco, quem sabe assim as coisas não caiam do céu na minha mão.
Que bom seria se tudo fosse assim...


Hoje eu quero falar sobre decisões e escolhas.
Quem pode escolher o que viver senão nós mesmos?
Tudo são escolhas. O que não é escolha é imposição e, nesse caso, no máximo podemos nos rebelar. Porém, às vezes, toda rebeldia não basta para mudar situações. Então, acatamos. Submetemo-nos. Esse é um duro exercício de humildade, de reconhecimento da nossa impotência e dos nossos limites.
Quando podemos escolher nem sempre fazemos isso sozinhos. Pedimos opinião, queremos ouvir o que os outros pensam sobre determinada circunstância. Um pitaco ao menos, que seja. Quando faço isso, quando peço a opinião alheia é porque me interessa mesmo, é porque preciso ter “uma segunda opinião” acerca de um fato, e é também porque não tenho opinião formada ou me sinto confusa e quero ajuda para clarear a minha visão sobre os acontecimentos.
Tenho observado que as pessoas não gostam de dar opinião. Ao menos sobre assuntos que me dizem respeito, mesmo que eu peça. Tenho pedido e não recebo. Aí eu me questiono se isso ocorre porque eu nunca gostei que dessem palpite na minha vida, porque me acostumei a fazer tudo por minha conta e risco, porque os outros acham que eu posso fazer isso sem ajuda ou, pode ser, porque não recebi bem as opiniões alheias que recebi sem ter pedido.
De todo modo, quando peço alguma ajuda para decidir e para fazer escolhas e não recebo isso, eu tenho duas sensações diferentes: primeiro, eu me sinto muito sozinha para decidir e escolher; segundo, eu me sinto mais responsável por mim mesma. A única responsável pelas minhas decisões e escolhas. Se acertar, talvez eu comemore com todos, até com quem não quis me ajudar a decidir e a escolher. Mas, se eu errar, tenho certeza de que não posso compartilhar o erro com ninguém. Nisso está a grande responsabilidade de ter a vida nas próprias mãos, compartilhando escolhas e decisões apenas com o Poder Divino que, aliás, dá conta da insegurança, do medo e da angústia de decidir e escolher sozinha. Ainda bem!


Aline Lopes


"Life is beautiful we live until we die"...
 
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