21 de set de 2009

Oportunidades

Benjamin Franklin disse:
"Nunca deixe para amanhã o que você pode fazer hoje".


É engraçado como e fácil entender o significado dessa frase, e ao mesmo tempo é tão difícil seguir o que ela nos empõe.
Muitas vezes, sabemos e seguimos essa frase ao pé da letra, e outras simplesmente ignoramos e depois ainda temos a coragem de dizer que tudo aconteceu tão rápido, foi tudo tão inesperado que não tive como reagir. Sabemos que na verdade não foi assim, sempre temos a chance de fazer diferente e de mudar e não fazemos nada. Triste isso, não é mesmo?
Eu não tenho idéia porque a gente fica adiando as coisas, mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo.
Medo do fracasso.
Medo da dor.
Medo da rejeição.
Medo de sofrer.
Medo do desconhecido.
Medo de assumir o que queremos e somos
E se assim posso dizer, MEDO DE SER FELIZ.

Às vezes temos medo de tomar uma decisão e no final dar tudo errado, e de repente se deparar com o inesperado.
E se algo que não se pode ser desfeito acontecer?
Seja lá do que a gente tem medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, iremos nos arrepender e aquela dor do que poderia ter sido vai martelar, vai pulsar até você não mais agüentar.
Acaba parecendo que a gente está carregando uma cruz tremenda.
E, não, eu não estou falando metaforicamente.
"Deus ajuda a quem cedo madruga";
"É melhor prevenir do que remediar".
"Bobeou, dançou".

Não podemos fingir que nunca escutamos essas. Todos nós já ouvimos os provérbios, os filósofos, nossos pais, amigos, irmãos, tias, tios, avós sempre frisando para não perdermos tempo com coisas bobas e fúteis, que a vida passa rápido, que devemos aproveitar cada dia como se fosse o último, como aqueles poetas chatos dizendo para "aproveitar o dia".
Ainda assim, às vezes temos que pagar para ver, esquecer dos princípios básicos e darmos a cara a tapa.
Temos que cometer nossos próprios erros. Aprender nossas próprias lições. Varrer as possibilidades do hoje, do amanhã pra baixo do tapete até não podermos mais.
Até, quem sabe um dia, entender o que Benjamin Franklin quis dizer.
Que o saber é melhor que o ponderar, que o despertar é melhor que o sonhar. E que mesmo a maior falha, mesmo o pior erro possível, é melhor do que nunca tentar nada.
Então que tal começarmos a viver de verdade, ir em busca do queremos, passar por cima dos nossos medos e angustia, gritar, pular, cantar, fazer o que der na telha, só assim seremos plenamente felizes.
Se o “FELIZES PARA SEMPRE” realmente existe e atrás dele que eu vou correr.



Aline Lopes

12 de set de 2009

Decisões

Gostaria de pedir desculpa a todos que sempre estão por aqui pela minha constante ausência, tenho tido alguns contra tempos, sinto que estou sendo consumida aos poucos pela necessidade constante de buscar coisas novas, não que isso seja ruim, pelo contrario, mais tentarei relaxar um pouco, quem sabe assim as coisas não caiam do céu na minha mão.
Que bom seria se tudo fosse assim...


Hoje eu quero falar sobre decisões e escolhas.
Quem pode escolher o que viver senão nós mesmos?
Tudo são escolhas. O que não é escolha é imposição e, nesse caso, no máximo podemos nos rebelar. Porém, às vezes, toda rebeldia não basta para mudar situações. Então, acatamos. Submetemo-nos. Esse é um duro exercício de humildade, de reconhecimento da nossa impotência e dos nossos limites.
Quando podemos escolher nem sempre fazemos isso sozinhos. Pedimos opinião, queremos ouvir o que os outros pensam sobre determinada circunstância. Um pitaco ao menos, que seja. Quando faço isso, quando peço a opinião alheia é porque me interessa mesmo, é porque preciso ter “uma segunda opinião” acerca de um fato, e é também porque não tenho opinião formada ou me sinto confusa e quero ajuda para clarear a minha visão sobre os acontecimentos.
Tenho observado que as pessoas não gostam de dar opinião. Ao menos sobre assuntos que me dizem respeito, mesmo que eu peça. Tenho pedido e não recebo. Aí eu me questiono se isso ocorre porque eu nunca gostei que dessem palpite na minha vida, porque me acostumei a fazer tudo por minha conta e risco, porque os outros acham que eu posso fazer isso sem ajuda ou, pode ser, porque não recebi bem as opiniões alheias que recebi sem ter pedido.
De todo modo, quando peço alguma ajuda para decidir e para fazer escolhas e não recebo isso, eu tenho duas sensações diferentes: primeiro, eu me sinto muito sozinha para decidir e escolher; segundo, eu me sinto mais responsável por mim mesma. A única responsável pelas minhas decisões e escolhas. Se acertar, talvez eu comemore com todos, até com quem não quis me ajudar a decidir e a escolher. Mas, se eu errar, tenho certeza de que não posso compartilhar o erro com ninguém. Nisso está a grande responsabilidade de ter a vida nas próprias mãos, compartilhando escolhas e decisões apenas com o Poder Divino que, aliás, dá conta da insegurança, do medo e da angústia de decidir e escolher sozinha. Ainda bem!


Aline Lopes


"Life is beautiful we live until we die"...

1 de set de 2009

Mudanças

Sim, a vida muda sempre, coisas boas sempre vem e vão, e sempre vai ser assim...
A vida poderia ser mais fácil às vezes, mais não, temos que passar por todos os obstáculos e sobreviver pra enfrentar sempre novas mudanças.
E por muitas vezes esse processo se torna doloroso, nos causa medo, insegurança, ficamos em cima corda-bamba esperando uma luz no fim do túnel, e logo vem aquele frio na barriga de recomeçar uma ansiedade e certa curiosidade também, um misto de incertezas que provocam as mais variadas sensações.
Mais virar a pagina e precisa, reinventar, criar, voar, ir além...
E para essa nova fase, esse momento de mudanças e incertezas que tal um pouco mais de cor, escrever as linhas da vida com canetas coloridas, com purpurina, cheirinho e tudo mais que se tem direito pra fazer desta nova fase da história, algo extremamente alegre e cheio de vida. Prazer em escrever. Aí está a diferença...
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada.
Eventualmente reprogramada.
Conscientemente executada.
Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado. Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso amar, ter esperança; qualquer esperança. Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas, mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali, enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso, apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena...

Aline Lopes

“Porque estamos na Terra, se não para crescer?”
Robert Browning